Rota dos Sete Lagos revela um dos trajetos mais cênicos da Patagônia argentina
Estrada de 110 quilômetros entre San Martín de los Andes e Villa La Angostura reúne paisagens de lagos glaciais, montanhas nevadas e experiências de natureza e aventura.
Estrada conecta sete lagos de origem glacial em meio a um cenário que combina montanhas nevadas e florestas densas.
A Rota dos Sete Lagos é uma das estradas panorâmicas mais impressionantes da Argentina. O trajeto percorre 110 quilômetros entre San Martín de los Andes e Villa La Angostura, ao norte da província de Neuquén, no coração da Patagônia.
Ao longo do percurso, a estrada conecta sete lagos de origem glacial — Lácar, Machónico, Falkner, Villarino, Escondido, Correntoso e Espejo — em meio a um cenário que combina montanhas nevadas, florestas densas, rios cristalinos, cachoeiras e vales imponentes.
Apesar de ser possível completar o trajeto em um único dia, a recomendação é explorá-lo com calma, ao longo de três ou quatro dias, aproveitando paradas para trilhas, acampamentos ou passeios de barco.
Durante o percurso, curvas sinuosas se alternam com trechos retos que cruzam campos abertos e túneis verdes formados pela vegetação nativa da floresta andino-patagônica. Em diversos pontos, a paisagem se abre para revelar a amplitude das montanhas e dos lagos.
Como fazer a rota
A estrada pode ser percorrida de carro, moto ou bicicleta. Também há excursões organizadas por agências locais, além de opções de transporte como vans, ônibus e táxis para quem não estiver com veículo próprio.
A região conta com boa infraestrutura turística, com campings, hotéis, pousadas e restaurantes distribuídos ao longo do trajeto.
Experiências ao longo do caminho
Entre as atividades mais procuradas estão os passeios de barco pelos lagos glaciais, como o Nahuel Huapi e o Lácar, além da pesca esportiva nos rios Chimehuin e Correntoso.
Os viajantes também encontram trilhas como a “Volta do Lago Lácar” e desafios de montanhismo, como a escalada do vulcão Lanín, um dos grandes símbolos da região.
Outras experiências incluem glamping — acampamento com conforto —, mergulho no bosque submerso de Villa Traful, caminhadas pelo Bosque de Arrayanes e os chamados “banhos de floresta” (shinrin-yoku), prática japonesa que propõe uma imersão sensorial na natureza.
A região ainda recebe eventos esportivos, como a Patagonia Run, considerada uma das ultramaratonas mais desafiadoras da América Latina.
Sabores da região
A gastronomia local valoriza ingredientes nativos e produção artesanal. Entre os pratos típicos estão o cordeiro assado no forno de barro, truta acompanhada de batatas andinas, carne de javali, sopa de cogumelos e waffles com frutas vermelhas.
Chocolates artesanais e pães caseiros vendidos à beira da estrada completam o roteiro gastronômico.
Melhor época para visitar
A rota pode ser explorada durante todo o ano, e cada estação oferece uma experiência diferente.
No inverno, a paisagem fica coberta de neve, criando cenários típicos de cartão-postal, embora o acesso a alguns trechos possa ser mais difícil. Entre setembro e março, as temperaturas mais amenas favorecem trilhas, glamping e atividades nos lagos.
Informações práticas
Como chegar: A forma mais prática é voar de Guarulhos até o Aeroporto Teniente Luis Candelaria, em Bariloche, e seguir de carro até Villa La Angostura ou San Martín de los Andes. Outra opção é pegar um voo direto para o Aeroporto Aviador Carlos Campos, em San Martín de los Andes.
Documentos: Brasileiros não precisam de visto nem passaporte para entrar na Argentina; basta apresentar um documento de identidade em bom estado.
Moeda: Peso argentino.