“O que nasceu há 35 anos foi uma nova forma de viver o Carnaval”, revela José Victor Oliva

Fundador do Camarote N1 e da Holding Club, José Victor Oliva reflete sobre as três décadas e meia do espaço e diz que o maior desafio é reinventar o modelo sem perder a identidade.

WhatsApp Image 2026-02-12 at 19.50.01As novas sócias do Camarote N1, Karina Sato e Sabrina Sato, e o fundador do projeto, José Victor Oliva.

O nascimento do Camarote N1 foi fruto de uma visão e uma provocação do empresário José Victor Oliva. “Eu enxerguei uma oportunidade e provoquei a Brahma com essa visão”, conta ele a Robb Report Brasil. “Eles confiaram e me deram a missão de tirar o projeto do papel em um prazo muito curto. O que nasceu ali foi mais do que um camarote. Foi uma nova forma de viver o Carnaval.” Tempos depois, o Camarote Brahma virou o N1. No segundo semestre de 2026, como parte das comemorações, será lançado um livro de luxo sobre os 35 anos do Camarote N1 com suas melhores histórias. Criador de casas noturnas famosas como o Gallery, Victor Oliva define o maior desafio para manter no auge um projeto de 35 anos. “Manter um projeto relevante por mais de três décadas exige sensibilidade para entender o que muda e, principalmente, o que não pode mudar.”

Qual a sua avaliação dos 35 anos do Camarote N1 na sua importância para o Carnaval Carioca?

Ver um projeto que nasceu de uma observação quase casual, uma vista privilegiada para a Sapucaí, completar 35 anos de história é algo que me traz muita satisfação. É a sensação de dever cumprido. Naquele momento, eu enxerguei uma oportunidade e provoquei a Brahma com essa visão. Eles confiaram e me deram a missão de tirar o projeto do papel em um prazo muito curto. O que nasceu ali foi mais do que um camarote. Foi uma nova forma de viver o Carnaval. Ao longo dos anos, ajudamos a mostrar que o Carnaval também é uma indústria potente, capaz de atrair marcas globais, personalidades internacionais e investimentos relevantes. Hoje, o Carnaval é uma das maiores forças econômicas do Rio de Janeiro, uma cidade que faz parte da minha história e da minha vida. Saber que contribuímos para essa valorização é motivo de orgulho.

Qual é o seu maior orgulho ?

Meu maior orgulho é ver o Nº1 consolidado como referência no Carnaval carioca e, ao mesmo tempo, ver essa história ganhar continuidade na próxima geração com o Antônio. O camarote é feito de memórias, encontros e momentos marcantes, e saber que isso vai continuar é muito especial.

Qual é o maior desafio do N1 ?

O maior desafio é se reinventar sem perder identidade. Manter um projeto relevante por mais de três décadas exige sensibilidade para entender o que muda e, principalmente, o que não pode mudar. Tenho sócios que contribuem muito com essa visão de futuro, e isso faz toda a diferença.


E o maior diferencial?

E o maior diferencial do Nº1 é justamente a essência. Desde o início, nosso compromisso foi valorizar o Carnaval como cultura, como espetáculo e como patrimônio brasileiro. O luxo, a experiência e o entretenimento vêm junto, mas o protagonista sempre foi a avenida. É isso que sustenta o Nº1 há 35 anos e é isso que vai sustentar pelos próximos 35.