Arquitetura do olhar: o portfólio de Tuca Reinés
Contar a história de casas e paisagens em fotos e transmitir a sensibilidade por meio de imagens. O paulistano Tuca Reinés faz isso com linguagem de mestre. Em 40 anos de profissão, ele já produziu mais de sete milhões de fotografias, sempre em busca do clique perfeito. O resultado está espalhado mundo afora. Em museus, coleções particulares e capas de revistas.
A Ilha.
No universo da arquitetura brasileira todo mundo conhece e respeita um arquiteto chamado José Antônio Reinés, mas quem eles todos reverenciam é um fotógrafo chamado Tuca Reinés. Por acaso os dois são a mesma pessoa, e Tuca talvez não existisse como fotógrafo se não fosse o José Antônio arquiteto. Porque é com essa visão de arquiteto que ele olha os projetos de outros profissionais, e também para a natureza dos entornos, seja ele urbano ou bucólico.
Tuca graduou-se em arquitetura e urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos - FAU/Santos, em 1981. Mas desde que comprou sua primeira câmera, uma Pentax 4x5, em 1975, ele já sabia que a arquitetura seria a plataforma de linguagem para seus registros visuais. São 40 anos de profissão e não é exagero dizer que Tuca já fotografou grande parte das casas mais bonitas do Brasil.
Não só casas, mas também hotéis, jardins, e alguns oásis brasileiros, entornos de projetos, que por si só renderam ensaios que foram parar em museus e coleções particulares. Suas obras podem ser vistas no MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo), no Masp, no Acervo Santander e Itaú Cultural. Seu livro sobre hotéis, o “Great Escapes South America”, vendeu mais de 750 mil exemplares.
O “Bahia Style”, lançado em Paris, é um dos grandes sucessos da editora Taschen até hoje. Ao lado de Sebastião Salgado, ele é o brasileiro com mais livros de fotografia publicados internacionalmente. São 50 títulos.
Retrato.
Azul é a cor mais quente
Tuca parece ter o dom de tirar do mar um azul que até a natureza desconhece. Sem filtros, claro. Seu recurso é o olhar, o enquadramento perfeito, a simetria, o espelhamento e fortes contrastes de luz e sombra. Nada é manipulado, mas ele é capaz de criar desenhos gráficos usando o visor de sua câmera, lançando mão apenas da harmonia de seus enquadramentos. Coisa de quem fotografa como arquiteto e alma de artista.
Para Tuca, a ‘fotografia de arquitetura’ é um contar história de uma obra através da emoção, a mesma que produz seus registros da natureza, “Toda vez que penso num projeto, num lugar, eu penso na emoção. Arquitetura para mim é emoção”, diz. “Você vai caminhando pelos lugares, descobrindo caminhos que provocam essa emoção”, complementa, “A arte é o que sai de tudo isso”.
Rajadas Leste e Oeste.
Bahia PB.
Matas.
Pacífico PB.
Acongágua.
Bahia PB.